Domingo, 7 de Setembro de 2008

Jornalistas no pódio das lamentações 2

Infelizmente, a má cobertura desportiva referida num "post" anterior continua a acontecer e a validar a acusação de que os desportos (excepto o futebol) são esquecidos mal terminam os eventos mais mediáticos.

 

Os triatletas Vanessa Fernande e João Silva sagraram-se campeões no Europeu Sub-23, mas, ao contrário do Jornal Público que dá algum destaque à notícia na secção Última Hora, no Jornal de Notícias ("online"), os títulos da secção de Desporto são:

  • Dupla de ataque inédita no Benfica
  • Vukcevic e Izmailov em extremos opostos de protagonismo
  • Chama reacende na Constituição
  • Carlos Queiroz globalmente satisfeito
  • Governo recebe presidente do Boavista
  • Triunfo sofrido do F. C. Porto sobre o Boavista
  • Uma entrada em falso
  • Hino à força de vontade na abertura dos Jogos Paralímpicos

Na edição impressa do JN, a notícia resume-se a "um quadradinho" na última página da secção de desporto...

Claramente, para o JN, desporto é igual a futebol. Pelo menos até aos próximos Jogos Olímpicos.

publicado por atirador às 17:26
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Sábado, 6 de Setembro de 2008

Escrita das notícias "online"

 É um reflexo dos tempos, mas preocupa-me.

 

Parece-me natural que a velocidade com que as coisas acontecem hoje em dia se reflicta também nos meios de comunicação. As ediçoes "online" actualizam as notícias muito mais frequentemente do que até há pouco tempo atrás. Portugal marca um golo, escreve-se uma notícia; as luzes do estádio apagam-se, escreve-se uma notícia. Nalguns casos, parece que o jornal se preocupa mais em actualizar apenas para dar a sensação de que é um sítio dinâmico. Não interessa se se actualiza com uma notícia, ou com um mero comentário. 

 

Não critico os comentários em si mesmos. No entanto, considero que deve haver o mesmo cuidado com a escrita que com uma notícia "normal". Não acho aceitável que um texto com 130 palavras contenha 3 erros que "saltam à vista", como na notícia: "Futebol: Portugal-Malta - Jogo interompido [sic] 10 minutos por "apagão" nos holofotes" ( o segundo erro surge no segundo parágrafo: "O "apagão" registou-se ao minuto oito, -se [sic] quando Portugal se preparava para apontar um canto, ainda com o marcador a zero." e o terceiro -- não é bem erro, mas acho inaceitável utilizar a palavra "speaker" -- no terceiro parágrafo: "O "speaker" do Estádio Nacional, em Ta'Qali, anunciou que tinham de se aguardar alguns minutos, antes de se poder recomeçar o jogo, tendo sido brindado com um coro de assobios das bancadas.")

 

É apenas um exemplo de entre muitos. Estes erros são, obviamente, devidos à pressa e à falta de revisão. 

 

Os jornais deveriam repensar o processo de escrita para as versões "online". 

 

Também acho estranho as alterações que se fazem a estas notícias sem indicação nenhuma na página: uma mesma notícia pode variar ao longo do tempo sem o leitor ter nenhuma indicação dessa variação. O "Big Brother" havia de gostar da ideia. Mas isto é tema para outra altura...

publicado por atirador às 21:55
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