Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Um bocado confuso, não?

Uma notícia do JN - Nova fonte de luz e mais eficiente - dá conta de uma tecnologia (com aplicações principalmente na área dos ecrãs) que está aparentemente a ser utilizada pela Apple. 

 

Até aqui tudo bem. 

 

A confusão aparece no fim:

 

"O site "Appel Insider", conhecido por conhecer por dentro as novidades da empresa de Steve Jobs, confirma que esta tecnologia está em protótipo para ser usada num novo tipo de teclado virtual para o iPhone.

O uso dos OLED resolveria um dos problemas dos fabricantes de hardware: o das diferenças de teclados consoante os países. Em Portugal, por exemplo, é comum a configuração QWERTY, ao passo em em França se usa mais o AZERTY. Com este novo recurso, a mudança entre um e outro seria feita de forma virtual."

 

Suponho que o artigo do "Apple Insider" (e não "Appel Insider") em causa seja este

Onde é que o autor da notícia leu que era um teclado virtual? E onde é que leu que era um teclado para iPhone?

 

Primeiro, não é um teclado virtual. A ideia é desenvolver um teclado real (físico) mas em que as letras desenhadas nas teclas sejam representadas usando pequenos ecrãs OLED individuais, colocados sobre as teclas (reais). Desta forma é possível alterar por software (a alteração também não é virtual) a letra associada a uma tecla e transformar um teclado QWERTY num AZERTY (ou outra configuração qualquer).

 

Segundo, os iPhones não têm teclado real... O autor da notícia devia estar a referir-se a esta notícia que dá conta de um conceito para teclado (real) com uma "docking station" para iPhone (para carregar). Não é propriamente um teclado para andar no bolso, ao lado do iPhone.

 

 

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publicado por atirador às 15:45
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Leva, para onde?

Intel leva multa de 1,06 mil milhões é o título de uma notícia do JN. Um bocadinho de mais cuidado com a língua não fazia mal num jornal...

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publicado por atirador às 15:37
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Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Internet não é World Wide Web

Ao contrário do que o jornalista não identificado nos quer fazer pensar no artigo "Criador da Internet vítima de 'fraude' online", da secção Tecnologias do Jornal de Notícias, a Internet e a World Wide Web (Web) não são a mesma coisa e não foram criadas pela mesma pessoa. Ao escrever uma coisa no título da notícia e outra no corpo, induz os leitores em erro.

 

Tim Berners-Lee foi o criador da Web em 1989 enquanto trabalhava no CERN.  A Internet  começou a ser desenvolvida no anos 70 (e Vint Cerf é normalmente considerado o 'pai' dos protocolos que lhe servem de base).

 

Da próxima, faça o trabalho de casa se faz favor.

 

Já agora, "proteger" e não "protegar".

publicado por atirador às 19:00
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Domingo, 14 de Setembro de 2008

OqueéoPIN?

Já não é a primeira vez que encontro títulos destes nos jornais: usam uma palavra para chamar a atenção e depois "esquecem-se" de explicar o que é (para não falar nos erros ortográficos)...

 

No Jornal de Notícias de domingo: "Governo abusa ounão (sic) do PIN?".

 

O que é o PIN? Seria SPIN? Porquê em maiúsculas? E não falta uma vírgulazita? 

 

Se que os jornalistas não aprendem a escrever (será por isso que não se identifica)? Ou os jornais não arranjam revisores para a web?

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publicado por atirador às 19:28
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Domingo, 7 de Setembro de 2008

Jornalistas no pódio das lamentações 2

Infelizmente, a má cobertura desportiva referida num "post" anterior continua a acontecer e a validar a acusação de que os desportos (excepto o futebol) são esquecidos mal terminam os eventos mais mediáticos.

 

Os triatletas Vanessa Fernande e João Silva sagraram-se campeões no Europeu Sub-23, mas, ao contrário do Jornal Público que dá algum destaque à notícia na secção Última Hora, no Jornal de Notícias ("online"), os títulos da secção de Desporto são:

  • Dupla de ataque inédita no Benfica
  • Vukcevic e Izmailov em extremos opostos de protagonismo
  • Chama reacende na Constituição
  • Carlos Queiroz globalmente satisfeito
  • Governo recebe presidente do Boavista
  • Triunfo sofrido do F. C. Porto sobre o Boavista
  • Uma entrada em falso
  • Hino à força de vontade na abertura dos Jogos Paralímpicos

Na edição impressa do JN, a notícia resume-se a "um quadradinho" na última página da secção de desporto...

Claramente, para o JN, desporto é igual a futebol. Pelo menos até aos próximos Jogos Olímpicos.

publicado por atirador às 17:26
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Gustavo, Gustav ou "Gustav"

Estranhei ler a notícia do JN ""Gustav" faz 51 mortos no Haiti" porque apenas tinha ouvido na televisão as notícias sobre este furacão e o nome que lhe davam era Gustavo.

 

"Gustavo" é, obviamente, a forma portuguesa de "Gustav" (Wikipedia).

 

A julgar por algumas pesquisas na net, não existe consenso nos meios de comunicação. Alguns preferem Gustav, outros "Gustav" e outros Gustavo. O mesmo se passa com "nuestros hermanos".

 

O jornal Público aparentemente, usa Gustav e Gustavo, mas em situações diferentes. Gustav na versão "normal" -- "Gustav dirige-se para a Jamaica depois de matar 51 pessoas no Haiti" e Gustavo na versão para cegos -- "Gustavo fez 51 mortos no Haiti e pode chegar a Nova Orleães".

 

 

 

 

publicado por atirador às 12:25
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Domingo, 24 de Agosto de 2008

Jornalistas no pódio das lamentações

Mais uma não-notícia sobre os Jogos Olímpicos na comunicação social.

 

A edição de domingo do Jornal de Notícias publica esta pérola da informação, da autoria de João Queiroz: "Portugueses no pódio das lamentações". O autor entreteve-se a registar as frases de uma dezena de atletas, em resposta às típicas, insipientes e inúteis perguntas que os repórteres já nos habituaram, antes e depois das provas e a concluir que "Ao bom estilo português, de fazer morrer a culpa solteira e sem filhos, muitos dos atletas [...] mostraram mais arte nas palavras do que propriamente talento na sua arte."

 

A culpa, meu caro João Queiroz, é da cobertura jornalística que insiste em procurar culpados no meio de atletas (os melhores do mundo) durante uma competição desportiva. A culpa é da criação de expectativas irreais por parte de jornalistas que, até há bem pouco tempo nunca tinham ouvido falar, nem se preocupado em dar a conhecer as modalidades desportivas que os nossos atletas representaram nos Jogos Olímpicos. No desporto não existe culpa, existem esforço, vitórias e derrotas.

 

As perguntas saloias destinadas apenas a prolongar um pouco mais uma entrevista conduzida por jornalistas que não as preparam nem são especializados em desporto são, infelizmente, habituais. O caso flagrante da entrevista a Nelson Évora por José Alberto Carvalho é um bom exemplo.  Como escreveu Jorge Mourinha,  “deixa lá o rapaz ir dormir, bolas!”

 

As não-notícias também são casos frequentes (cada vez mais?). Ainda nos Jogos Olímpicos e a propósito da medalha de ouro, a RTP transmitiu uma espécie de notícia sobre a notícia que tinha sido a entrevista a Nelson Évora: a azáfama do atleta em competir, receber a medalha, responder a todos os jornalistas e dar a entrevista à RTP. Uma meta-notícia que ocupou tempo que poderia ter sido utilizado de forma bem mais produtiva.

 

Enfim, João Queiroz, qual é a sua desculpa para ter preenchido três páginas de um jornal de domingo com baboseiras?

O que achou do artigo de João Queiroz: "Portugueses no pódio das lamentações"
( polls)
sinto-me:
publicado por atirador às 15:17
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Domingo, 17 de Agosto de 2008

Atirador ou Sniper?

"atirador:
adjectivo
que atira; disparador
nome masculino
1. aquele que atira
2. MILITAR militar especializado no emprego de armas portáteis
3. DESPORTO esgrimista;
MILITAR atirador furtivo atirador de élite que, munido de uma arma de precisão, se esconde a grande distância dos alvos em território dominado pelo inimigo;
pessoa que dispara sobre outra, de um local escondido e a grande distância
(De atirar+-dor)" -- de infopedia.pt

 

A notícia do Jornal de Notícias de domingo, 17 de Agosto de 2008, "Snipers: ter que matar para salvar", de Carlos Varela, espantou-me. Pela negativa.

 

Sei que é já comum utilizarem-se termos estrangeiros sem preocupação em procurar termos equivalentes em Português, mas, pior do que isso, o autor parece não ter bem a certeza se o termo "sniper" é português, ou não.

 

No título da notícia a palavra surge sem nenhuma indicação de se tratar um termo estrageiro -- não são usadas aspas  nem itálico. No corpo da notícia, no entanto, a palavra surge intercalada com o uso de aspas e sem aspas.

 

As perguntas que se colocam são:

1. Foi deliberado o uso do termo? Ou um erro do autor?

2. Não há revisão do texto de uma notícia de duas páginas na edição (impressa) de domingo do Jornal de Notícias que detecte, se não a falha na escolha do termo, pelo menos as inconsistências no seu uso?

3. O termo "sniper" vende mais jornais do que o termo "atirador furtivo", "atirador especial", "franco-atirador", ou simplesmente "atirador"?

 

Apesar de ter utilizado esta notícia em concreto, a verdade é que não é uma falha cometida apenas ali. Basta uma busca no Google por "sniper" em páginas portuguesas para vermos logo na primeira página de resultados endereços de jornais. O Público, por exemplo, na notícia "Assaltante do BES ferido em prisão preventiva provisória a partir de hoje", embora de forma mais contida. Para não mencionar o uso abusivo pelos repórteres de televisão. No entanto, numa reportagem sobre atiradores furtivos, esperava-se mais cuidado e até mesmo a clarificação explicíta dos termos comummente utilizados.

 

Não quero parecer (demasiado) fundamentalista em relação à linguagem utilizada. Há termos ou expressões que, na minha opinião, são mais facilmente entendidos quando utilizados os termos estrangeiros em vez de "forçar" a tradução. Simplesmente, julgo que esta não é uma dessas situações.

 

sinto-me:
publicado por atirador às 22:33
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