Domingo, 17 de Agosto de 2008

Atirador ou Sniper?

"atirador:
adjectivo
que atira; disparador
nome masculino
1. aquele que atira
2. MILITAR militar especializado no emprego de armas portáteis
3. DESPORTO esgrimista;
MILITAR atirador furtivo atirador de élite que, munido de uma arma de precisão, se esconde a grande distância dos alvos em território dominado pelo inimigo;
pessoa que dispara sobre outra, de um local escondido e a grande distância
(De atirar+-dor)" -- de infopedia.pt

 

A notícia do Jornal de Notícias de domingo, 17 de Agosto de 2008, "Snipers: ter que matar para salvar", de Carlos Varela, espantou-me. Pela negativa.

 

Sei que é já comum utilizarem-se termos estrangeiros sem preocupação em procurar termos equivalentes em Português, mas, pior do que isso, o autor parece não ter bem a certeza se o termo "sniper" é português, ou não.

 

No título da notícia a palavra surge sem nenhuma indicação de se tratar um termo estrageiro -- não são usadas aspas  nem itálico. No corpo da notícia, no entanto, a palavra surge intercalada com o uso de aspas e sem aspas.

 

As perguntas que se colocam são:

1. Foi deliberado o uso do termo? Ou um erro do autor?

2. Não há revisão do texto de uma notícia de duas páginas na edição (impressa) de domingo do Jornal de Notícias que detecte, se não a falha na escolha do termo, pelo menos as inconsistências no seu uso?

3. O termo "sniper" vende mais jornais do que o termo "atirador furtivo", "atirador especial", "franco-atirador", ou simplesmente "atirador"?

 

Apesar de ter utilizado esta notícia em concreto, a verdade é que não é uma falha cometida apenas ali. Basta uma busca no Google por "sniper" em páginas portuguesas para vermos logo na primeira página de resultados endereços de jornais. O Público, por exemplo, na notícia "Assaltante do BES ferido em prisão preventiva provisória a partir de hoje", embora de forma mais contida. Para não mencionar o uso abusivo pelos repórteres de televisão. No entanto, numa reportagem sobre atiradores furtivos, esperava-se mais cuidado e até mesmo a clarificação explicíta dos termos comummente utilizados.

 

Não quero parecer (demasiado) fundamentalista em relação à linguagem utilizada. Há termos ou expressões que, na minha opinião, são mais facilmente entendidos quando utilizados os termos estrangeiros em vez de "forçar" a tradução. Simplesmente, julgo que esta não é uma dessas situações.

 

sinto-me:
publicado por atirador às 22:33
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